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Atlas Cheetah

Sofrendo um embargo das Nações Unidas devido ao regime de segregação racial, a África do Sul precisava desesperadamente de um novo avião para substituir a sua frota envelhecida de Mirages III frente a ameaça crescente dos novos aviões soviéticos usados por Angolanos e Cubanos nos confrontos da Guerra de Fronteira. Apesar de ter recebido o Mirage F1, este era usado para defesa aérea e estava em menor número frente aos Mirage III. Assim, impossibilitada de comprar aviões e ainda sem condições de desenvolver o seu próprio modelo, a decisão tomada foi a de fazer uma atualização radical dos Mirage III, assim surgiu o Atlas Cheetah.

Contando com o apoio técnico de Israel, a Atlas Aircraft Corporation, hoje Denel Aviation. A atualização consistiu em uma completa remodelação da estrutura do avião, sendo substituída cerca de 50% da estrutura original do avião, instalação de canards, alterações nas asas, como uma nova longarina com uma borda nova e dentes em cada asas, além de novos assentos ejetáveis, aviônicos avançados desenvolvidos localmente e o motor SNECMA Atar 9K50 do Mirage F1 atualizado localmente.

Atlas Cheetah D Sul-Africano.
Atlas Cheetah D Sul-Africano.

Estas atualizações melhoraram o desempenho e o ângulo de ataque da aeronave, aumentando sua capacidade de carga em cerca de 700kg, assim como capacidade de curva e decolagem e aterrissagem. Isso resultou em perdas mínimas de aceleração e velocidade final. Aliado a um moderno cockpit, o Atlas Cheetah tornou-se um dos mais avançadas atualizações do Mirage III. A primeira aeronave a ser convertida chegou na empresa em 1983, sendo que a data de conclusão da atualização é desconhecida, mas em 1986 o Atlas Cheetah D foi apresentado oficialmente, nesta altura já tinha um número limitado de Cheetah D em serviço em unidades de treinamento.

Atlas Cheetah D com pintura comemorativa.
Atlas Cheetah D com pintura comemorativa.

Após a conversão de cerca de 16 aeronaves para o padrão Atlas Cheetah D, foram convertidas cerca de 16 Mirages IIIEZ, que tornaram-se os Atlas Cheetah E, versão simplificada ainda monoposto, também convertidas 16 aeronaves. Essa conversão durou até 1991, quando foram encerradas as duas linhas de conversões. Neste mesmo ano, estava sendo entregue a versão definitiva do Atlas Cheetah, o Cheetah C, que substituiu o Cheetah E, foram convertidas cerca de 38 aeronaves, que permaneceram em serviço na África do Sul até 2008. Em 2003, o Chile adquiriu 5 Cheetah E para utilizar como fonte de peças de reposição para o seu semelhante ENAER Pantera, aposentando os mesmos em 2006, já em 2010 foram vendidas cerca de 10 Atlas Cheetah C e 2 Cheetah D para o Equador, permanecendo como único operador da aeronave.

Atlas Cheetah C Equatoriano preparando-se para decolar.
Atlas Cheetah C Equatoriano preparando-se para decolar.

Atlas Cheetah C:

Tipo: Caça-bombardeiro qualquer tempo monoposto.
Motor: 1 SNECMA Atar 9K50C-11 de 7.200kg de empuxo com pós-combustor.
Performance: velocidade máxima: 2.350km/h; ascensão a 6.000m: 25s; teto operacional: 17.000m; alcance: 2.600 km. Pesos: vazio: 6.600kg; máximo na decolagem: 13.700kg. Dimensões: envergadura: 8,22m; comprimento: 15,55m altura: 4,5m. Armamento: 2 canhões DEFA 552 de 30mm mais 4.400kg de armamentos, incluindo mísseis ar-ar Python, Darter e U-Darter, mísseis ar-terra, pods de reconhecimento e foguetes.

 

Imagens.: Acervo Pessoal do Editor.

Abraços e até o próximo caça!

Bit Voador.

 

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